Portugal barroco

CRONOLOGIA DA ÉPOCA BARROCA - DE 1716 A 1777

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A EXPERIÊNCIA DO DESPOTISMO, DE 1755 A 1777

§

2.ª parte: de 1765 a 1777

Da afirmação do regalismo à demissão do marquês de Pombal

Marquês de Pombal

O marquês de Pombal, por Van Loo

 

1765

Maio, 5 - Por meio de um édito ordena-se que fossem entregues ao tribunal da Inconfidência todos os exemplares do breve de Clemente XIII de defesa dos jesuítas.

Junho, 15 - Publicação de um edital proibindo a utilização de pequenas embarcações no comércio fluvial realizado no rio Tejo.

Julho, 27 - Regimento das lezírias e paúis.

Setembro, 10 - Abolição das frotas do Rio de Janeiro e da Baía, passando a existir a liberdade de comércio entre todos os domínios da monarquia portuguesa.

Setembro, 13 - Novo tremor de terra em Lisboa.

Outubro, 26 - Ordem de arranque de vinhas nos campos do Tejo, Mondego e Vouga, para proteger o comércio do Vinho do Porto.

- A venda de água pé por miúdo é proibida em Lisboa

Dezembro, 16 - Autorização da criação de serralharias.

Dezembro, 20 - Termina o monopólio do sabão, decreto que prepara a administração das saboarias pelo Estado.

 

1766

Janeiro, 10 - Chega a Bissau uma frota em missão de soberania.

Janeiro, 11 - O coronel suíço Graveron, do Regimento Real Estrangeiros, é fuzilado em Lisboa, acusado de roubo. Tinha sido contrato em 1762 durante a Guerra do Pacto de Família, que tinha oposto Portugal, apoiado pela Grã-Bretanha, à Espanha e França.

Fevereiro, 18 - Ordem para se arrancar vinhas, para promoção da cultura de cereais.

Fevereiro, 19 - Abertura solene do Real Colégio dos Nobres com a presença do rei. Tinha sido criado em 7 de Março de 1761.

Junho, 25 - Assinatura de uma Carta de Lei para protecção dos herdeiros legítimos.

Junho, 30 - Carta régia que proíbe os ourives e os fiadores de ouro, seda e algodão tecido no Brasil.

Julho, 3 - Assinatura de um alvará que determina a forma de proceder aos aforamentos dos baldios concelhios.

Agosto, 2 - As capitanias donatárias dos Açores são extintas, passando a autoridade a ser exercida por um capitão-general com assento na cidade de Angra.

Agosto, 22 - Aprovação da instalação de uma fábrica de folhetas para cravação de diamantes.

Outubro, 14 - Alvará estabelecendo a forma como os donatários deverão requerer a confirmação das doações régias de bens da coroa.

Novembro, 7 - Alvará regulando o aumento das Fábricas das Três Comarcas da Guarda, Castelo Branco e Pinhel.

Dezembro, 23 - De acordo com o decreto de 20 de Dezembro de 1765, a Coroa incorpora no seu património as saboarias. O conde de Castelo Melhor, detentor do monopólio é compensado com o título de marquês e doações fundiárias.

 

1767

É publicada a Dedução Cronológica e Analítica contra os Jesuítas. Supostamente, a autoria de pelo menos uma parte é de Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras, e outra será de José Seabra da Silva.

Março, 1 - Carlos III expulsa os Jesuítas de Espanha.

Abril, 28 - A coroa reafirma a obrigatoriedade de plantio de mandioca, de acordo com o número de trabalhadores de cada fazenda.

Agosto, 1 - Criação da fábrica de louças.

Agosto, 7 - A Real Fábrica do Rato passa a ser administrada pela Junta do Comércio.

- São concedidos à fábrica de chapéus de Pombal privilégios na aquisição de matéria-prima.

Agosto, 31 - O papa Clemente XIII envia o breve A quo die ao rei D. José, pedindo a reconciliação entre as duas cortes. O breve é acompanhado por outro, De reinteguarda, para a rainha, e um terceiro, Etsi Plurimae, para o conde de Oeiras.

Setembro, 16 - O conde de Lippe regressa a Portugal, para uma viajem de inspecção ao Exército.

Setembro, 30 - São enviadas ordens a Aires de Sousa, embaixador de Portugal em Madrid, para negociar as modificações à linha de demarcação acordadas no Tratado de Madrid de 1750, tratado que tinha deixado de vigorar com a assinatura do Tratado do Pardo de 12 de Fevereiro de 1761.

- No mesmo dia são expedidas ordens para o Brasil para suspensão das hostilidades com os espanhóis no Rio Grande do Sul.

Dezembro, 5 - D. José responde ao breve do Papa Clemente XIII.

 

1768

Publica-se um decreto que obriga os sucessores das casas puritanas a casar-se fora do grupo, já que estas excluíam as outras casas aristocráticas das suas alianças. Em finais do século XVIII e princípios do século XIX estas casas nomeavam-se nobilíssimas.

Janeiro, 30 - O duque de Parma, sobrinho do rei de Espanha é excomungado pelo papa Clemente XIII, devido à expulsão dos jesuítas dos territórios do ducado.

Fevereiro, 5 - Criação da Real Mesa Censória para exame dos livros e papéis que deviam correr em Portugal.

Fevereiro, 10 - Portugal acede ao tratado assinado entre a França, a Espanha e a Grã-Bretanha que renova os de Vestefália, de 1648, e que Portugal não tinha assinado,  de Baden, de  1714 e de Viena, de 1738.

Fevereiro, 18 - O conde de Lippe parte para a Alemanha, viajando por terra, após uma estadia de cinco meses.

Março, 20 - D. Vicente de Sousa Coutinho é nomeado embaixador em França, autorizado a assinar um tratado que podia prever a ocupação dos Estados da Igreja.

Março, 31 - O papa Clemente XIII realiza a cerimónia anual de leitura da bula In coena Domini, - a Bula da Ceia - na 5.ª feira Santa, na qual se afirma a soberania universal do pontífice, colocando num plano inferior o poder civil das nações cristãs.

Abril, 2 - A coroa nega o Beneplácito Régio e declara crime de traição imprimir a bula In coene Domini.

Abril, 16 - Nomeação de Francisco e Almada Mendonça como embaixador de Portugal junto da Santa Sé, com o objectivo de assegurar a expulsão dos jesuítas dos Estados da Igreja.

Abril, 21 -  O coronel Osório é enforcado, tendo ficado provado que entregou o forte de Rio Grande de São Pedro aos espanhóis, por traição.

Maio, 18 - É aprovado o regimento da Real Mesa Censória, que fica encarregue de organizar um índice geral de todos os livros proibidos.

Junho, 10 - Um decreto da Real Mesa Censória condena a serem queimados publicamente a Carta Apolegética do Padre António Vieira e a obra Vida do Sapateiro Santo.

Julho, 1 -  Proibida a publicação e divulgação das profecias do Bandarra.

Setembro, 3 -  José de Seabra da Silva, chanceler da Casa da Suplicação, é nomeado Guarda-Mor da Torre do Tombo, em substituição de Manuel da Maia.

Novembro, 8 - O bispo de Coimbra, D. Miguel da Anunciação, expediu uma pastoral em que listava os livros que não se deviam ler, assunto que estava remetido à Real Mesa Censória desde 5 de Abril deste ano.

Dezembro, 1 -  A Real Mesa Censória consulta o Rei sobre a pastoral do bispo de Coimbra.

Dezembro, 9 - O bispo de Coimbra, a sua família e frei Luís de Nossa Senhora da Porta, são presos.

- O cabido da Sé de Coimbra recebe uma Carta Régia afirmando que o bispo tinha caído em crime de Lesa Majestade.

Dezembro, 10 - O marquês de Aubeterre, embaixador francês junto da Santa Sé, entrega um pedido de abolição da Companhia de Jesus, em nome dos reis de França, Espanha e Portugal.

Dezembro, 23 - O bispo de Coimbra é condenado por crime de Lesa-majestade pelo Tribunal do Desembargo do Paço.

- A Junta de Providência Literária é criada por meio de uma Carta Régia, preparando assim a reforma da Universidade.

Dezembro, 24 - É criada a Impressão Régia, a futura Imprensa Nacional.

 

1769

Janeiro, 23 - Aprovação de uma fábrica de chapéus finos para Pombal, a criar com capital da coroa.

Março, 1 - São enviadas as instruções secretíssimas para o embaixador de Portugal junto da Santa Sé, Francisco de Almada de Mendonça, sobre o problema dos jesuítas.

Março, 10 - A fortaleza de Mazagão, no Sul de Marrocos, é abandonada. Era a última possessão portuguesa na costa marroquina. A sua população é enviada para O Brasil, criando a Vila Nova de Mazagão

Março, 16 - Frei Manuel do Cenáculo Vilas-Boas é nomeado confessor do Príncipe da Beira D. José.

Abril, 5 - É explicitamente retirada a censura dos livros à Inquisição, confirmando a competência única da  Real Mesa Censória.

Maio, 5 - É autorizado o estabelecimento de uma fábrica de papel de escrever na Lousã.

Maio, 6 -  Criação  da Junta das Confirmações, sujeitando os ofícios a confirmação régia, passando estes a ser considerados como bens da coroa e, por isso, deixando de poder ser considerados como propriedade individual do detentor.

Maio, 19 - É eleito Papa o cardeal Lorenzo Gangnelli, que adopta o nome de Clemente XIV. O cardeal era o candidato da facção anti-jesuítica. 

Maio, 20 - A Inquisição passa a ser um Tribunal Régio.

Maio, 30 - O Conselho Geral do Tribunal do Santo Ofício passa a ter o tratamento de Majestade.

Junho, 8 - Aprovação da criação de uma fábrica de louça fina em Lisboa.

Julho, 7 - William e John Stephens recebem a administração da fábrica de vidros da Marinha Grande.

Julho, 10 - É imposto aos livreiros a existência de um catálogo geral dos livros que estivessem à venda nas suas lojas.

Julho, 18 - É promulgada a Lei da Boa Razão, que dá importância acrescida ao direito subsidiário no preenchimento de lacunas no direito privado. O fundamento jurídico do direito consuetudinário diminui, assim como a importância do direito canónico nos tribunais civis. 

Julho, 31 - Aprovação de uma fábrica de cartas de jogar a instalar em Lisboa.

Agosto, 18 - São aprovadas as Novas Ordenações, que derrogam uma parte importante do velho direito português.

Agosto, 25 - O papa Clemente XIV recebe secretamente o enviado do rei D. José a Roma, Francisco de Almeida e Mendonça.

Agosto, 26 - Aprovada a criação de uma fábrica  de tecidos de linho em Abrantes e de uma de chapéus em Elvas.

Agosto, 28 - O papa Clemente XIV escreve do seu próprio punho ao conde de Oeiras, o futuro marquês de Pombal, a restabelecer as relações entre a Santa Sé e Portugal.

Setembro, 1 - São assinadas as tréguas e suspensão de armas entre Portugal e Marrocos.

Outubro, 2 - Nomeação do primeiro Consul-geral da Rússia em Portugal, o hamburguês Jean-Antoine Burchers, devido à necessidade de apoiar a frota russa enviada para o Mediterrâneo.

Outubro, 5 - São enviadas noas instruções secretíssimas ao embaixador de Portugal junto da Santa Sé, Francisco de Almada de Mendonça, no sentido de realizar contactos com outros enviados para a extinção da Companhia de Jesus.

Outubro, 16 - O rei D. José I concede a Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras desde 6 de Junho de 1759, o título de Marquês de Pombal.

Outubro, 17 - Decreto contra os falsificadores de vinho.

Novembro, 26 - O papa Clemente XIV escreve a Francisco de Almada de Mendonça, embaixador de Portugal junto da Santa Sé, enviando-lhe um retrato seu, para ser dado ao Marquês de Pombal.

Dezembro, 3 - O rei D. José é agredido a paulada por um doente mental.

 

1770

Janeiro - A Casa da Rainha passa a ser administrada pelo Erário Régio, dirigido pelo marquês de Pombal. 

Janeiro, 4 - Martinho de Melo e Castro, embaixador de Portugal em Londres, é nomeado Secretário de Estado dos Domínios Ultramarinos e Marinha.

Janeiro, 29 - O Papa Clemente XIV nomeia o arcebispo de Tiro, D. Inocêncio Conti, Núncio Apostólico em Lisboa, terminando assim o conflito que se arrastava desde 1760.

Fevereiro, 25 - O marquês de Pombal agradece ao Papa a elevação a cardeal do seu irmão Paulo de Carvalho.

Março, 3 - Arrifana de Sousa, vila desde 1741, é elevada a cidade com o nome de Penafiel por meio de uma Carta de Lei. Ao mesmo tempo é criado o bispado de Penafiel. 

Março, 5 - Por meio de cartas régias Portugal propõe ao Papa - apresenta - a nomeação de três bispos.

Abril, 7 - É aprovada a criação de uma refinaria de açúcar no Porto.

Maio, 19 - Aprovação da criação de uma fábrica de camurças, pelicas e pergaminhos em Trancão.

Maio, 28 - O novo Núncio Apostólico, Inocêncio Conti, chega a Lisboa, restabelecendo-se assim as relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé.

Junho, 10 - De acordo com as cartas régias enviadas em 5 de Março, Clemente XIV cria as novas dioceses de Beja e Castelo Branco.

Julho - Os mosteiros dos cónegos regulares de Santo Agostinho são suprimidos em Portugal, por meio de um breve de Clemente XIV..

Julho, 4 - Realiza-se a primeira audiência de D. José I ao Núncio Apostólico.

Julho, 10 - Clemente XIV cria os bispados de Penafiel, Miranda do Douro e Pinhel.

Julho, 13 - São enforcados no Rossio vários funcionários régios acusados de corrupção.

Agosto, 23 - Por Carta Régia Portugal reata as relações diplomáticas com a Santa Sé.

Agosto, 30 - Os comerciantes  de Lisboa são obrigados a inscreverem-se na Junta  do Comércio.

Setembro, 4 - Vários mosteiros Agostinhos são encerrados, de acordo com o breve de Julho.

Setembro, 9 - Leis sobre  as condições necessárias à subsistência dos morgados e sobre a instituição de novos. A intenção é de restringir o número de vínculos e o acesso à nobreza. Até 1777 serão abolidos cerca de 15.000 vínculos considerados «insignificantes».

Outubro, 6 - É divulgado um Edital da Real mesa Censória proibindo várias obras literárias.

Outubro, 12 - Criação de uma fábrica de pentes de marfim em Lisboa.

Outubro, 23 - Os ofícios régios, e outros cargos passam a ser considerados como «uma comissão simples e precária do Príncipe»..

Novembro, 3 - Carta de Lei considerando sem fundamento o direito consuetudinário.

Novembro, 7 - É proibida a importação de loiça estrangeira, com excepção da importada da Índia, desde que seja transportada em navios portugueses.

Novembro, 23 - É proibida a transmissão de ofícios régios por herança.

Novembro, 27 - O governador da Madeira, João António de Sá Pereira, informa da descoberta de um grupo de franco-mações na ilha.

Dezembro, 10 - É proibida a importação de chapéus estrangeiros.

Dezembro, 17 - O Núncio Apostólico dá um grande banquete por ocasião do aniversário da princesa da Beira, a futura rainha D. Maria II. Formalmente, o início do conflito diplomático com a Santa Sé tinha por motivo a falta da realização de festejos por parte da Nunciatura no dia do casamento da Princesa.

 

1771

Janeiro, 26 - Os Açores passam a ser considerados uma província de Portugal.

Fevereiro, 25 - As feitorias de linhos são abolidas.

Março, 20 - Castelo Branco é reconhecida como cidade, ao tornar-se sé episcopal.

Março, 21 - Machado de Castro conclui a maquete da estátua equestre de D. José I a ser erigida na Praça do Comércio de Lisboa.

Junho É criada a «Real Fábrica da Cordoaria», para manufactura de cabos, tecelagem de velas e bandeiras para a Armada.

Junho, 4 O ensino passa a depender da Rela Mesa Censória.

Junho, 17 O Papa Clemente XIV concede novamente a Portugal a Bula da Cruzada.

Julho, 1 É autorizada a criação de uma fábrica de tapeçarias em Tavaria.

Julho, 12 Criação da Inspecção Geral dos Diamantes.

Julho, 17 Publicação de um regulamento para os Teatros.

Agosto, 2 Promulgação do Regimento dos Diamantes, pelo qual a Coroa passa a deter o exclusivo da exploração dos diamantes.

Agosto, 28 É apresentado a rei D. José o parecer da Junta da Providência Literária sobre o estado das artes e ciências em Portugal.

Setembro, 6 A carruagem do marquês de Pombal é apedrejada.

Outubro, 22 São assinados vários alvarás respeitantes às fábricas de chapéus do país, criando-se também uma fábrica de chapéus finos no Porto.

Dezembro, 12 São proibidas 72 obras em latim e português, sendo a lista publicitada por meio de um Edital.

Dezembro, 14 Autorização para a criação de uma fábrica de linhas em Tomar.

- Distribuição de um Edital proibindo várias obras em latim e em português.

Dezembro, 16 Criação da Superintendência dos Contrabandos.

 

1772

Março, 10 - Estabelece-se a equiparação entre os embaixadores de Portugal e França, com a recepção por D. José do embaixador francês marquês de Clermont d'Amboise, e a nomeação de D. Vicente de Sousa Coutinho para embaixador em Paris.

Março, 13 - Alvará sobre as causas da decadência do Colégios dos Nobres.

Abril, 30 - O livro do padre jesuíta Gabriel Malagrida, Juízo da Verdadeira Causa do Terramoto ..., é proibido.

Maio, 17 - Levantamento de escravos e habitantes de plantações no Maranhão, Brasil.

Junho, 10 - Concessão de licença para criação de uma manufactura de serralharia em Pernes.

Junho, 24 - Recepção do infante D. Pedro, marido da futura rainha D. Maria I, em Queluz aos reis, embaixadores e à corte.

Julho, 26 - A matemática deixa de ser ensinada no Colégio dos Nobres.

Agosto, 12 - Promulgação dos novos estatutos da Universidade de Coimbra.

Concessão de uma licença para a criação de uma nova fábrica de chapéus finos no Porto, a Manuel Ferreira Grelho.

Agosto, 18 - Promulgação dos estatutos do Real Colégio de Mafra.

Agosto, 28 - O marquês de Pombal é nomeado Plenipotenciário e Lugar-Tenente da Universidade de Coimbra, com a determinação de a inspeccionar.

Setembro, 1 - A Inquisição é reformada.

Setembro, 11Francisco de Lemos é nomeado Reformador da Universidade de Coimbra e Reitor.

Setembro, 15 - O marquês de Pombal parte de Lisboa para Coimbra, para visitar a Universidade.

- É concedida autorização para a fundação de uma fábrica de chapéus finos em Lisboa e de outra no Porto..

Setembro, 22 - O marquês de Pombal chega a Coimbra para inspeccionar a Universidade.

Setembro, 29 - O marquês de Pombal faz a outorga dos novos estatutos à Universidade de Coimbra, numa cerimónia solene realizada na Sala dos Capelos.

Outubro, 14 - O Colégio dos Jesuítas em Coimbra é cedido ao bispado para nele se estabelecer a Sé Nova da cidade.

Outubro, 17 - O Colégio das Artes é incorporado na Universidade de Coimbra.

Outubro, 24 - Após um mês de estadia em Coimbra, o marquês de Pombal parte para Lisboa.

Novembro, 6 - Criam-se novas escolas, e reformam-se outras, sendo todas elas colocadas na dependência da Real Mesa Censória. Tenta-se organizar o ensino primário oficial com a criação de 479 lugares de mestres de ler, escrever e contar.

Novembro, 10 - É criado o «Subsídio Literário» para fazer face às despesas com a reforma do ensino. Não passa de um imposto sobre o consumo de vinhos e aguardentes.

 

1773

Janeiro, 12 - As licenças para tabernas passam a estar dependentes da criação de uma estalagem pelo requerente

Janeiro, 15 - Criação do Almirantado.  

- Criação da Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do Algarve.

Fevereiro, 3 - Chegam a Coimbra os instrumentos de física experimental e de astronomia.

Fevereiro, 16 - São mandados queimar os registos dos «Cristãos-Novos», terminando-se com a necessidade de atestados de «Limpeza de Sangue» para ocupação de cargos régios.

Março, 6 - Carlos III de Espanha comunica a D. José a minuta da bula de extinção dos Jesuítas, que lhe havia sido enviada pelo Papa Clemente XIV.

Março, 29 - O castelo de Coimbra começa a ser demolido.

Maio, 13 – Cerimónia de colocação da 1.ª pedra da capela do Hospital de Coimbra, no aniversário do marquês de Pombal.

Maio, 25 - A distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos é abolida.

Junho, 19 - Os lavradores e criadores da área de Lisboa são isentados da Sisa.

Junho, 20 - Fundação de uma fábrica de chapéus finos em Sobral.

Junho, 25 - Licenciamento de uma fábrica de chapéus finos no Porto.

Julho, 5 - Criação em Cascais de uma fábrica de tecidos de lã.

Julho, 21 - O Papa Clemente XIV extingue a Companhia de Jesus em toda a Cristandade, por meio do Breve "Dominus ac Bedeptor hoster".

Julho, 30 - É aprovado o estabelecimento de uma fábrica de charneira para fivelas em Lisboa.

Setembro, 5 - Ultima-se a planta do Observatório Astronómico de Coimbra.

Setembro, 9 - Tendo recebido o Beneplácito Régio, a bula pontifícia de extinção da Companhia de Jesus é publicada em Lisboa.

Setembro, 16 - O Colégio dos Nobres perde o exclusivo da impressão de livros de matemática.

Setembro, 28 - José Rollen Van-Deck, é nomeado enviado extraordinário à corte de Marrocos, levando consigo uma carta do rei D. José para o imperador de Marrocos, e instruções para celebrar um tratado de paz, comércio e navegação.

Setembro, 29 - Celebra-se o Te Deum em todas as Igrejas de Lisboa, em acção de graças pela extinção da Companhia de Jesus.

Setembro, 30 - D. José escreve uma carta ao Papa Clemente XIV, do seu próprio punho, agradecendo a extinção da Companhia de Jesus.

Outubro, 2 - Criação em Alcobaça de uma fábrica de tecidos de linho de iniciativa régia.

Outubro, 9 - José Anastácio da Cunha, oficial de artilharia, é nomeado lente de Geometria e Matemática da Universidade de Coimbra.

Novembro, 6 - O embaixador português José Rollen Van-Deck chega a Marraquexe para negociar um tratado de paz.

Novembro, 9 - António Henriques de Gouveia obtêm licença para fundar uma fábrica de grude em Leiria.

Novembro, 11 - O número de vagas e professores nas Escolas Menores é aumentado de 47, perfazendo um total nacional de 526.

Novembro, 18 - O enviado português a Marrocos, José R. Van-Deck, morre em Marraquexe.

Dezembro, 14 - É proibido a deslocação dispersa de porcos em Lisboa.  

Dezembro, 30 - Vila Real de Santo António é fundada por meio de uma Carta Régia.

 

1774

Janeiro, 2 - Primeira reunião do Senado da Câmara, no novo Palácio do Rossio em Lisboa, com a presença do marquês de Pombal, Secretário de Estado e da corte.

Janeiro, 5 - Os tecidos de algodão importados são isentos de direitos por mais 10 anos.

Janeiro, 11 - É assinado um tratado de paz entre Portugal e o sultão de Marrocos.

Janeiro, 15 - A legislação do governo da índia é alterada, suprimindo-se a Relação de Goa.

Janeiro, 17 - José Seabra da Silva é demitido de Secretário de Estados dos Negócios do Reino.

Fevereiro, 10 - O marquês de Pombal ordena ao vice-rei da Índia que extinga a Inquisição de Goa.

Fevereiro, 17 - Licenciamento de uma fábrica de botões de casquinha em Lisboa.

Março, 1 - Luís Pinto de Sousa Coutinho é nomeado Embaixador em Londres.  

Março, 2 - É realizada a marcação do plano de Vila Real de Santo António.

Abril - O Núncio Apostólico, Inocêncio Conti despede-se do rei recebendo como presente uma cruz de brilhantes.

Abril, 30 - José Seabra da Silva, Desembargador do Paço, e antigo secretário de estado do Reino é preso, sendo levado para o forte de São João da Foz no Porto.

Junho, 1 - Criação de uma fábrica de charões em Lisboa.  

Julho, 4 - Doação à Universidade de Coimbra de novos recursos para fazer face às despesas com a reforma. São-lhe entregues foros, herdades e prazos da coroa vagos pela abolição dos jesuítas.

Julho, 9 - As capitanias do Maranhão e do Piauí desmembram-se do Pará.

- Os guardas-marinhas criados em 1762 são abolidos.

Agosto, 18 - Alvará de criação em Alcobaça de uma fábrica de linha, de propriedade régia.

Agosto, 20 - Reforma da organização judiciária.

- Estabelecimento em Lisboa de uma fábrica de botões de casquinha, de propriedade régia que passará mais tarde para propriedade particular.

Agosto, 30 - Os sexagenários são proibidos de venderem bens estáveis.

Setembro, 1 - Regimento pombalino  do Tribunal do Santo Ofício.

Outubro, 7 - Uma embaixada do rei de Marrocos chega a Lisboa numa fragata portuguesa.

Outubro, 15 - É fundida em Lisboa, no Arsenal do Exército a estátua equestre de D. José I.

Novembro, 13 - O tratado de paz com Marrocos é ratificado pelo rei.

- O Embaixador marroquino despede-se do secretário de estado, Martinho de Melo e Castro.

Dezembro, 7 - D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho é nomeado Embaixador  em Madrid.

 

1775

Janeiro, 13 - É autorizado o estabelecimento, em Lisboa, de uma refinaria de açúcar.

Janeiro, 15 - Alvará confirmando o estatuto da Companhia Geral das Pescarias do Algarve.

Fevereiro, 15 - Aires de Sá e Melo, antigo embaixador em Madrid, e nomeado secretário de estado adjunto do Reino, para assistir o marquês de Pombal.  

Março, 1 - José Seabra da Silva chega a Luanda, sendo preso no presídio das Pedras Negras. Tinha sido enviado para o Rio de Janeiro em 4 de Outubro de 1773.

Maio, 13 - É criado o lugar de bibliotecário da Real Mesa Censória.

Maio, 20 - A estátua equestre de D. José sai da fundição.

Maio, 23 - Vários morgadios pequenos são abolidos.

Maio, 25 - Carta de Lei diminuindo progressivamente as isenções da nobreza ao pagamento do imposto da jugada.

Maio, 27 - A estátua equestre de D. José é colocada no pedestal da Praça do Comércio.

Junho, 6 - Inauguração da estátua equestre de D. José I em Lisboa.

Junho, 16 - Realiza-se a cerimónia da colocação da primeira pedra da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

Julho, 7 - Tem início o 18.º Jubileu do Ano Santo.

Julho, 17 - O governo espanhol apresenta ao embaixador português em Madrid,  Francisco de Sousa Coutinho, propostas para que terminassem os conflitos no Rio Grande do Sul.

Julho, 24 - É criada em Lisboa de uma cadeira de Diplomática.

Julho, 27 - Aprovação da fundação de uma fábrica de papel de escrever em Rio Papel, em Sintra.

Agosto, 5 - É aprovada a criação de uma fábrica de chitas em Azeitão.

Setembro, 2 - Aires de Sá e Melo assume interinamente a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra.

Outubro, 11 - O presumível autor do atentado contra o marquês de Pombal, João Baptista Pele, é executado.

Outubro, 17 - Estabelecimento de uma fábrica de tecidos de lã em Penafiel.

Novembro, 16 - É aprovada a criação de uma fábrica de linhas no Porto.

Novembro, 23 - O mercado da Praça da Figueira, em Lisboa, é aberto ao público.

 

1776

Janeiro, 24 - O marquês de Pombal pediu a mediação britânica e francesa para a resolução do conflito luso-espanhol no Rio Grande do Sul no Brasil, que se mantinha desde 1773.

- Incidentes graves na Trafaria.

Fevereiro, 8 - Autorização de criação de uma fábrica de camurças, pelicas e pergaminhos no Porto.

Março, 8 - Autorização do estabelecimento em Lisboa de uma fábrica de pratear metais.

Abril, 1 - Começo do ataque de forças portuguesas a Rio Grande de São Pedro, a antiga capital do Rio Grande do Sul, para a recuperação da parte do território ocupado pela Espanha.

Abril, 2 - As forças espanholas abandonam Rio Grande de São Pedro.

Maio, 2 - Criação de uma fábrica de fivelas de metal, em Lisboa.

- Autorização do estabelecimento de uma fábrica de quinquilharias em Lisboa.

Maio, 10 - Criação de  uma fábrica de limas em Pernes.

Maio, 21 - Instalação de uma fábrica de tapeçarias em Tavira.

Junho, 10 - Estabelecimento de uma fábrica de espelhos em Lisboa.

Julho, 4 - Os portos portugueses são encerrados aos navios americanos, em revolta contra a Grã-Bretanha, por coincidência no dia em que as colónias se declaram independentes.

Outubro, 4 - Criação de uma fábrica de louça de fogo na Panasqueira.

Outubro, 9 - Criação de uma manufactura de botões de unha no Porto.

Outubro, 19 - Fundação de uma fábrica de limas em Lisboa.

Novembro, 1 - D. Francisco Saldanha, cardeal patriarca de Lisboa morreu.

Novembro, 29 - Devido a doença do rei, a rainha Dona Mariana Vitória assume a regência.

- D. José proíbe a entrada do marquês de Pombal nos seus aposentos.

Dezembro, 31 - É rezado um Te-Deum em acção de graças pelas melhoras do rei D. José.

Criação de uma cutelaria em Lisboa, de propriedade régia com passagem posterior para a propriedade privada.

- Fundação de uma manufactura de relógios em Lisboa, de iniciativa régia, com passagem futura para mãos privadas.

 

1777

Fevereiro, 19 - O cargo de Bibliotecário da Universidade de Coimbra, é criado de novo sendo nomeado António Ribeiro dos Santos.

Fevereiro, 20 - O novo vice-rei do Rio da Prata, Pedro de Cevallos, conquista a ilha de Santa Catarina, no sul do Brasil, sem resistência.

Fevereiro, 21 - O bispo de Coimbra, D. Miguel de Anunciação, preso em 1768, é libertado.

Fevereiro, 24 - D. José I morre.

- Início do Reinado de D. Maria I.

Março, 1 - Cerimónia da quebra dos escudos do rei D. José.

- O marquês de Pombal pede à Rainha a demissão dos seus cargos.

Março, 4 - O marquês de Pombal é destituído dos seus cargos públicos.

 

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Fontes principais:

Brandão, Fernando de Castro
De D. João V a Dona Maria I, 1707-1799: uma Cronologia,
Lisboa, Europress («Heuris»), 1993

Rodrigues, António Simões (coord.)
História de Portugal em Datas,
3.ª ed., Lisboa, Temas e Debates, 2000 (1.ª ed., 1997)

Serrão, Joel
Cronologia Geral da História de Portugal,
Lisboa, 4.ª ed., Livros Horizonte, 1980 (1.ª ed., 1971)

Mendes, Fernando
Pombal, o Ministro Soberano. Administração pombalina, 1750-1777,
Lisboa, Romano Torres («Portugal Histórico, 7»), s.d.

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